Arquivo de outubro, 2011

(Fonte da imagem: The Guardian)

Uma variação do temido vírus Stuxnet, que atacou o programa nuclear do Irã, foi encontrada na Europa. Especialistas afirmam que a sua codificação tem alto poder de destruição e pode criar até mesmo uma espécie de guerra cibernética em níveis mais elevados.

Estados Unidos e Israel foram acusados de estar por trás do Stuxnet, mas na época nada foi confirmado oficialmente. A mutação do vírus foi descoberta pela Symantec e, inicialmente, foi batizada de Duqu. A companhia não informou quais empresas estavam entre os alvos do novo malware descoberto, e uma investigação foi iniciada.

“A maior parte do código encontrado é similar ao Stuxnet”, explicou a Symantec em nota oficial. “Dessa forma, é bem provável que o novo vírus tenha sido feito pelos mesmos autores ou ainda por alguém que teve acesso ao código”, afirma a empresa.

O Duqu foi enviado à Europa a partir de um servidor na Índia, mas apenas essa informação não é o suficiente para determinar quem é o autor do código. Depois de atacar um número específico de empresas na Europa, o vírus seria desativado automaticamente 36 dias depois.

Novo Trojan Desenvolvido a Partir do Stuxnet

A especialista em segurança Symantec (prefiro o kaspersky , mas blz, funciona também), relatou ontem , que descobriu a existência de um trojan, que teria sido criado pelos fabricantes do worm Stuxnet, nos computadores de várias empresas em toda a Europa. O trojan foi encontrado nas instalações de produção para sistemas de controle industrial, o que sugere que tenha sido projetado para roubar segredos industriais, em preparação para novos ataques direcionados a empresas específicas.

De acordo com toda a análise feita pela Symantec, esse worm, chamado “Duqu” (kkkkkkkkk , sem comentarios) por seus descobridores, é semelhante ao Stuxnet em muitos aspectos. A Symantec disse que os autores da praga, pelo menos tiveram acesso ao código-fonte do Stuxnet, ou que o trojan pode ter sido escrito pelos desenvolvedores do mesmo.

No entanto, ao contrário do Stuxnet que foi projetado para manipular sistemas industriais, “Duqu” é um spyware clássico para a colheita de informações classificadas; os resultados das investigações atuais indicam que ele não contém todas as características para a realização de uma sabotagem, e a Symantec chamou-o de precursor para “um próximo Stuxnet”.

Comunicação com Servidor e Ataques Direcionados

Semelhantes aos trojans modernos, como é o caso do temido ZeuS, “Duqu” estabelece uma comunicação com um servidor de comando e controle, em formato criptografado; os computadores infectados enviam os dados colhidos para o servidor C & C, e recolhem novas instruções a partir daí. Isso permite que os operadores de botnetsinstalem componentes de software adicionais.

Em uma outra situação, uma instalação deste tipo parece ter ocorrido: a Symantec disse que descobriu um spyware, que transferiu screenshots e entradas de teclado, além de algumas informações sobre processos em execução e compartilhamentos de rede. Aparentemente, “Duqu” só foi utilizado para ataques direcionados, com o intuito de garantir que ele permaneceria desconhecido por tanto tempo quanto possível. “Duqu” espera 15 minutos, antes que ele se torne ativo depois de ser injetado, provavelmente para evitar que seja detectado através da análise de sandbox. O trojan irá retirar-se do sistema infectado depois de 36 dias, desde o momento de sua instalação.

Pelo fato do trojan “Duqu” ter sido encontrado nos computadores de fabricantes de sistemas de controle industrial, a Symantec afirmou que acredita que ele poderia ser o precursor de novos ataques semelhantes aos desencadeados pelo Stuxnet. Os atacantes podem usar o roubo de dados do sistema de controle industrial, para preparar novos ataques contra empresas onde esses sistemas são utilizados. Como muitos sabem, o Stuxnet foi usado para sabotar o programa nuclear iraniano.

Especulações Sobre a Forma de Implantação do Trojan

A forma como esse spyware é implantado permanece desconhecida. Segundo a Symantec, os sistemas são provavelmente infectados por meio de um instalador separado, ao qual os peritos em anti-vírus ainda não tiveram acesso. Quando a Symantec reportou pela primeira vez a existência de “Duqu”, as variantes disponíveis para a empresa haviam sido compiladas no final do ano passado, e provavelmente, foram implantados logo depois. No entanto, posteriormente foi relatada a descoberta de uma nova variante em uma organização na Europa, cuja a data de compilação é de 17 de outubro de 2011.

Um fator interessante nesse cenário, é que no momento da descoberta, “Duqu” foi assinado com um certificado que teria validade até agosto de 2012, e foi emitido para uma empresa baseada em Taiwan. Segundo a Symantec, os desenvolvedores do trojan “Duqu”, roubaram a chave necessária privada para assiná-lo.

Com a sua assinatura válida, o trojan pode ser injetado no sistema como um driver de kernel, sendo confiavelmente executado sempre que o sistema for iniciado. Em seguida, processos são infectados através de funções que redirecionam chamadas para as suas rotinas de malware. O certificado foi emitido pela VeriSign, e revogado após Duqu ser descoberto em 14 de outubro. Stuxnet também foi assinado usando chaves privadas válidas, que haviam sido emitidas para empresas de Taiwan, o que indica um alto nível de profissionalismo.

Não sei não , mas o jeito é:

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O Beer Me é a prova de que os nerds também gostam de uma cervejinha, e fazem de tudo para apreciá-la da forma mais confortável possível. O geek boêmio Ryan Rusnak, inventor do frigobar dos sonhos, é capaz de controlar o mini refrigerador com o seu iPhone e utilizar o canhão de ar embutido para lançar as latas de cerveja em sua direção.

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Ryan teve a brilhante ideia de criar um “ajudante” ao constatar que gastava muito tempo indo buscar as latinhas – e, como todos sabem, tempo é cerveja. A máquina, composta basicamente por um velho refrigerador, um canhão de ar de 45 PSI, uma câmera e uma placa controladora integrada ao app para iPhone, custou aproximadamente U$ 400 e foi construída em dois dias.

Com o aplicativo especialmente desenvolvido para o Beer-o-Bot, o sedento nerd pode utilizar o seu iPhone para escolher entre quatro opções de cerveja, definir sua temperatura e mirar onde quer que a latinha seja lançada – graças ao delay de três segundos, ainda dá tempo de largar o iPhone e não ser alvejado por uma lata de cerveja voadora.

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Obviamente, a invenção não deu certo logo de cara. Em um dos seus primeiros testes, Ryan exagerou um pouquinho na pressão e acabou mandando as latas de cerveja para o teto de sua garagem. Em outra ocasião, uma das lâmpadas do cômodo foi atingida.

Agora, no entanto, ele parece finalmente ter conseguido regular o canhão de cerveja. Veja abaixo um vídeo do Beer Me em fucionamento:

 

A Microsoft anunciou que está desenvolvendo um driver ODBC SQL Server para sistemas Linux. A notícia foi anunciada pelo Vice Presidente de Sistemas de Banco de Dados da Microsoft Corporate, Quentin Clark, durante a realização da PASS Summit 2011, e segue a notícia recente de que a Microsoft estaria planejando portar o Apache Hadoop MapReduce para o SQL Server e sua plataforma de nuvem Azure.

O driver foi projetado para fornecer aos sistemas operacionais Linux e Unix, acesso à plataforma de banco de dados SQL da Microsoft. Em uma postagem no blog MSDN, Brian Swift da Microsoft, deu alguns detalhes específicos sobre o driver. A versão de pré-lançamento do driver será destinada a sistemas de 64-bits, rodando no Red Hat Linux 5; o suporte para Red Hat Linux 6 está previsto para a versão RTM, e um driverde 32 bits está atualmente no roadmap de desenvolvimento.

O magnetismo é uma propriedade física formidável. Apesar de não ser vista, ela está se tornando cada vez mais importante no dia a dia das grandes cidades. Além de estar presente em aparelhos eletrônicos, ela sustenta meios de transporte de grande porte, como metrôs. Um grupo de pesquisadores da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Tel-Aviv desenvolveu um método de supercondutividade extraordinário, com base na levitação quântica.

O experimento consiste na utilização de camadas extremamente finas de cristais de safira revestidas por um supercondutor e películas de ouro. Esse conjunto de materiais é envolto em um plástico resistente e mergulhado em nitrogênio líquido. Como você pode observar no vídeo acima, o disco fica preso no ar, sem qualquer trepidação.

Com a mão, o expositor mostra que a peça pode ter sua posição ajustada até mesmo em ângulos bem acentuados. Isso acontece porque o campo magnético penetra no supercondutor na forma de fluxo de tubos quânticos, que aderem no objeto seguindo sua estrutura – como se fossem colocadas amarras invisíveis em torno do disco.

Ação do fluxo de tubos no disco. (Fonte da imagem: Quantum Levitation)

Criando uma trilha que possua magnetismo contínuo, por não ter qualquer tipo de fricção, o supercondutor é capaz de movimentar seguindo esse fluxo estabelecido. O mais incrível é que essa atração magnética é tão forte que mesmo quando utilizada de ponta cabeça, o supercondutor não perde sua ligação com a trilha magnética.

A técnica poderá ser utilizada principalmente para aprimorar tecnologias de transporte. O estudo foi apresentado na conferência Association of Science Technology Centers Conference (ASTC) 2011.

(Fonte da imagem: Chaos Computer Club)

A descoberta pelo Chaos Computer Club (CCC), maior clube de hackers da Europa, de que a polícia alemã havia desenvolvido um trojan para espionar criminosos em potencial, resultou em um verdadeiro escândalo político no país. Embora a chanceler Angela Merkel insista que o malware registrava apenas comunicações, o CCC detectou que o programa tinha outras funções muito mais poderosas.

O malware desenvolvido pelo governo alemão, batizado como Quellen-TKÜ, não só era capaz de capturar os dados recebidos e enviados pelo computador infectado, como abria uma porta para o upload de arquivos e o controle remoto da máquina. A notícia mais preocupante é o fato de que tais brechas podiam ser exploradas não só pelas autoridades policiais, estando abertas para qualquer hacker com o conhecimento necessário.

Outro fator alarmante é o que o governo desenvolveu a ferramenta ignorando a constituição do país, que proíbe terminantemente a criação de malwares espiões. Segundo o CCC, o programa foi tão mal desenvolvido que não há qualquer tipo de barreira que impeça as autoridades policiais de usá-lo como uma forma de plantar evidências ou apagar arquivos de um computador, situação capaz de comprometer legalmente qualquer espécie de investigação.

Espionagem ilegal

O governo alemão alega que o Quellen-TKÜ só foi usado para espionar indivíduos com alto grau de periculosidade, afirmando que as autoridades se limitaram a registrar as comunicações suspeitas realizadas pelos alvos vigiados. Segundo a Wired, o malware pode ter sido originado em 2007, ano em que representantes do estado da Bavaria se aproximaram do FBI para estudar as técnicas de espionagem do governo norte-americano.

Os líderes do Partido Pirata da Alemanha, que tiveram seus servidores apreendidos pelo governo do país há quatro meses, afirmaram que “não há maneira possível de o governo ter instalado um trojan que siga requisitos legais”. Segundo Sebastian Nerz, representante do partido, as revelações feitas pelo CCC mostram que ou o governo alemão é muito ingênuo, ou houve a intenção clara de ferir a constituição.

Malware mal desenvolvido

O CCC analisa as atividades do Quellen-TKÜ há pelo menos três anos, e afirma que em 2008 o governo alemão declarou que o malware teria várias versões, cada uma desenvolvida para um caso de espionagem específico. As investigações do grupo mostram que isso não é exatamente verdade, já que todas as variações da ameaça compartilham a mesma chave de criptografia.

O comunicado publicado pelo clube de hackers exige que todas as intervenções ilegais do governo alemão devem parar imediatamente. Além disso, o CCC pede que todos os hackers e pessoas interessadas em tecnologia ajudem a analisar o malware mais a fundo, para que ao menos algum benefício possa surgir da tentativa falha de espionagem.

MapsGL ativado (Fonte da imagem: Divulgação Google)

A Google iniciou os testes de um novo recurso que pode deixar a experiência visual no Maps muito mais rápida e dinâmica. A novidade, que levou o nome de “MapsGL”, está em testes desde a última sexta-feira (14 de outubro), mas apenas para o versão estadunidense do site de mapas da empresa.

Como o nome sugere, o MapsGL usa recursos de renderização no processador gráfico para deixar os zooms, rotações e posicionamento mais rápidos, desde que o seu computador tenha uma boa placa de vídeo com suporte ao OpenGL.

Por enquanto, a novidade só está disponível na versão norte-americana do Google Maps (sem o “.br” no final), mas você já pode ir testando assim mesmo. Para isso, basta a acessar o site e habilitar o botão “Want to try something new?”, no canto inferior esquerdo da janela.

A ferramenta vai procurar pelos drivers de vídeo do seu computador e informar se a sua máquina tem plena compatibilidade com o recurso. Você ainda pode ligar e testar a novidade mesmo que o seu hardware não ofereça todo o suporte necessário, mas os resultados podem não ser melhores do que os da versão padrão do Google Maps.

 De acordo com nota publicada no site da Apple, o ex-CEO da empresa não sobreviveu ao câncer, doença contra a qual lutava desde 2004, e faleceu nesta quarta-feira, aos 56 anos.
 Segundo nota publicada no site da Apple, Steve Jobs, cofundador e ex-CEO da empresa, faleceu hoje, quarta-feira, aos 56 anos. Não foram divulgadas as causas exatas de sua morte, porém, é provável que ele não tenha resistido ao câncer, doença contra a qual lutava desde 2004. Segue o texto em tradução livre:

“A Apple perdeu um gênio criativo e visionário, e o mundo perdeu um maravilhoso ser humano. Aqueles de nós que tiveram a sorte de conhecer Steve e trabalhar com ele perderam um grande amigo e um mentor que os inspirava. Steve deixa para trás uma companhia que só ele poderia ter criado. Seu espírito será sempre a base da Apple.

Se você quiser compartilhar seus pensamentos, memórias e condolências, por favor envie um email para rememberingsteve@apple.com

Nota sobre a morte de Steve Jobs no site da empresa. (Fonte da imagem: Apple/Reprodução)

Mensagem da Diretoria da Apple

“É com pesar que anunciamos a morte de Steve Jobs hoje.

O brilho de Steve, sua paixão e energia eram a fonte de diversas inovações que enriqueceram e melhoraram nossas vidas. O mundo está muito melhor por conta do Steve.

Seu maior amor era por sua esposa, Laurene, e sua família. Nossos corações estão com eles e com todos os que foram agraciados com seus presentes extraordinários.” 

Leia o original aqui.

Jobs, um visionário

Steve Jobs foi o responsável não só pela criação da empresa de tecnologia mais poderosa da atualidade, mas também por grandes produtos como o iPhone e o iPad. Jobs é tido como um dos grandes gurus da tecnologia e é uma fonte de inspiração para milhares de pessoas em todo o mundo.

É extremamente triste escrever sobre a morte de um dos maiores gênios que já pisou sobre a Terra. Steve Jobs é fonte inspiração para a min e ídolo de muitos. Sem dúvida alguma, esta é uma grande perda para todo o mercado da tecnologia, para os usuários e para o mundo. Steve Jobs, agradecemos por tudo.

A trajetória de Steve Jobs

O dia 24 de agosto vai ficar marcada para sempre na história dos fãs da Apple. Após 15 anos à frente da companhia, Steve Jobs anunciou que era a hora de deixar os holofotes e ceder o cargo de presidente-executivo a Tim Cook, até então executivo-chefe de operações da empresa.

Mesmo continuando no cargo de chefe do conselho da empresa, a mudança de cargo de Jobs significa o fim de uma era no mundo da tecnologia. Afinal, a imagem de inovação transmitida pela companhia da Maçã tem muito a ver com a figura do executivo, responsável por demonstrar novos produtos de maneira surpreendente e decidir quais as tendências seguidas pelo setor de tecnologia nos últimos anos.

Neste artigo, reunimos os principais detalhes sobre a trajetória de Steve Jobs, seja à frente da Apple ou em outras empreitadas de sua carreira profissional. Também mostramos algumas das reações ao anúncio de sua saída, e falamos um pouco do impacto que seu nome teve no mundo dos negócios e o porquê dele ter se tornado uma figura considerada até mesmo mítica por alguns.

Visão empreendedora

Steven Paul Jobs nasceu em 24 de fevereiro de 1955 em São Francisco, na Califórnia. Deixado para adoção pela sua mãe biológica, ele foi criado por Paul e Clara Jobs na cidade de Mountain View, e estudou na Cupertino Junior High School e na Homestead High School.

Durante os tempos de colegial, Jobs passou a frequentar palestras oferecidas pela Hewlett-Packard, não demorando muito tempo para que passasse a figurar entre seus funcionários. Em 1972, após cursar somente um semestre da Universidade de Reed e desistir da carreira universitária, ele continuou a frequentar algumas das matérias oferecidas pelo local, como o curso de caligrafia – algo que se refletiu anos mais tarde nas fontes utilizadas pelos computadores Mac.

Após trabalhar algum tempo para a Atari, em 1974 Jobs viajou para a Índia junto a seu amigo Daniel Kottke em busca de iluminação espiritual. Voltou de lá um budista convertido, algo que influenciou muito da filosofia que empregaria na Apple, fundada em 1976 em parceira com Steve Wozniak, Ronald Wayne e “Mike” Markkula Jr.

Primeiros sucessos

O primeiro computador com a marca Apple surgiu após um acordo feito entre Jobs e o dono da loja The Byte Shop, Paul Terrel. Pelos termos do acordo, ele e sua equipe tinham que construir 50 máquinas funcionais em um período máximo de 30 dias, a um preço de US$ 500 por unidade.

Para conseguir o valor necessário para o projeto, a equipe fez um pedido à fabricante de componentes Cramer Eletronics, oferecendo como única garantia de pagamento o recibo do pedido feito por Terrel. Após trabalhar dia e noite, o pequeno time de desenvolvedores conseguiu entregar as unidades pedidas do Apple I, encontrando no processo um meio de financiar a companhia sem ter que ceder nenhuma ação a investidores externos.

Apple II

(Fonte da imagem: Azcentral.com)O primeiro grande sucesso da récem-fundada Apple foi o desenvolvimento do Apple II, apresentado pela primeira vez em 1977. A máquina se destacava pela inclusão de um display com grande qualidade para a época, além de apresentar um teclado muito melhor do que os demais modelos disponibilizados pela concorrência. A ideia de Jobs que guiou o desenvolvimento do produto era a de que a máquina pudesse ser usada imediatamente após ser retirada da caixa.

Milhões de unidades do dispositivo foram vendidas, tornando o dispositivo praticamente um sinônimo da palavra computador durante a década de 1980. O modelo recebeu diversas melhorias em seu período de vida, incluindo telas e sistemas de som aprimorados e a incorporação de várias funções que até então precisassem de acessórios complementares para funcionar.

A despedida da empresa

Apesar do sucesso do Apple II, os próximos anos foram de dificuldades para a Apple. Enquanto o modelo Apple III sofria com problemas de aquecimento, o Lisa, lançado em 1983, possuía um preço extremamente alto que acabou por afastar possíveis compradores.

A virada de rumo veio com o lançamento do Macintosh em 1984. O aparelho ficou marcado tanto por ser o primeiro a utilizar uma interface de comando baseada em gráficos quanto pelo icônico comercial de televisão com o nome 1984. A plataforma tornou a Apple extremamente conhecida, iniciando o processo de evangelização em torno dos produtos da empresa que permanece até hoje.

Apesar do grande sucesso do Macintosh, que se estabeleceu como a plataforma preferencial para as indústrias da música, propaganda e arte, a situação interna na companhia não era das melhores. Disputas com o CEO da Apple na época, John Sculley, fizeram com que Jobs fosse obrigado a abandonar em 1985 a companhia que ajudou a fundar.

Os anos na NeXT Computers

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)Após ter deixado a Apple, Steve Jobs fundou a NeXT Computer, companhia pautada pelos mesmos ideiais de inovação que o levaram a criar sua empresa anterior. Os aparelhos criados pela NeXT se tornaram conhecidos pelas inovações que apresentavam e, principalmente, pelo alto preço cobrado por cada um deles.

A nova empresa tinha como foco os meios acadêmicos e científicos, capazes de arcar tanto com os custos das máquinas quanto de aproveitar as novidades das interfaces criadas por Jobs e sua equipe. Devido ao público reduzido, a NeXT passou por diversas dificuldades financeiras, inclusive enfrentando um período em que se dedicou exclusivamente ao desenvolvimento e venda de softwares.

Participação na Pixar

Em 1986, Jobs comprou o The Graphics Group, mais tarde renomeado para Pixar. Após um período de fracassos desenvolvendo hardwares gráficos, a empresa mudou seu foco para o desenvolvimento de animações. Em parceria com a Disney, foram desenvolvidos filmes de sucesso como Toy Story, WALL-E e Os Incríveis, rendendo à companhia grande destaque na área.

Após a venda da Pixar em 2006, Jobs se tornou o acionista majoritário da Disney, detendo o direito sobre 7% das ações da empresa. Atualmente, ele faz parte do quadro de diretores da companhia, tendo influência sobre as decisões que envolvem as animações feitas sob o nome do estúdio.

Volta triunfal para a Apple

Em 1996, a Apple anunciou a compra da NeXT Computers, o que levou Steve Jobs de volta à empresa que ajudou a fundar. Após assumir os cargos de consultor e de CEO interino, ele voltou ao papel de principal executivo da companhia, decidido a reformulá-la no que fosse preciso, corrigindo os desvios de rumo responsáveis pela Maçã perder espaço e sucesso.

Jobs cancelou uma série de projetos que considerava pouco promissores, gerando um período de medo entre os funcionários da empresa, que viam a possibilidade de perder seus empregos a qualquer momento. O resultado da mudança de rumo foi o iMac 3G, que revolucionou mais uma vez os computadores pessoais ao incorporar elementos do desktop ao monitor do aparelho.

(Fonte da imagem: Apple)

A partir desse momento, a Apple passou a construir a trajetória de sucesso que a levou a ser considerada atualmente como a empresa mais valiosa do mundo. Entre os produtos revolucionários apresentados por Jobs estão o iPod e iTunes, que em 2001 iniciaram uma mudança total no mundo da música digital.

Outros sinônimos de sucesso são o iPhone, cujo primeiro modelo foi apresentado em 2007, e o iPad, aparelho que, praticamente sozinho, foi responsável por tornar viável o mercado de tablets. Durante o passar dos anos, Jobs construiu uma imagem pessoal marcante e enigmática, gerando um imenso burburinho entre a imprensa especializada em tecnologia toda vez que sinalizava o lançamento de algum novo produto ou serviço.

(Fonte da imagem: No Zebra Network/Alexandre Campos)

Para comprovar o sucesso de Jobs em frente à diretoria da Apple, basta observar a valorização da empresa a partir de seu retorno ao cargo de CEO. Em 2000, cada ação da companhia valia aproximadamente US$ 12,88. Já em julho de 2011, o valor unitário pelos papéis da marca da Maçã era de US$ 403,41, uma valorização de 3100%.

Trajetória marcada pelos fracassos e sucessos

(Fonte da imagem: Unitechy)Embora o nome de Steve Jobs esteja vinculado à inovação e  a produtos bem recebidos pelos consumidores e pela crítica especializada, nem todas as decisões do ex-CEO da Apple se mostraram bem-sucedidas.

Durante seu primeiro período à frente da empresa, foram lançados verdadeiros fracassos como o Apple III e o Lisa. Enquanto o primeiro sofria com o aquecimento excessivo devido à decisão de não incluir uma ventoinha de ventilação no produto, o segundo possuía um hardware extremamente avançado para a época, o que acabou se refletindo em um preço muito alto para o gosto dos consumidores.

Outro fracasso foi o lançamento do TAM (Twentieth Anniversary Macintosh), ocorrido em 1997. Desenvolvido para comemorar os 20 anos da empresa, o aparelho possuía uma tela de 12 polegadas e leitor de CD vertical. O preço alto (US$ 7500) fez com que o produto fosse considerado pouco atrativo, resultando em seu abandono um ano após seu lançamento.

O TAM (Fonte da imagem: Wikimedia Commons/W´rkncacnter)

O período de Jobs no comando da NeXT Computer também não pode ser considerado muito bem-sucedido. Apesar de ter virado sinônimo de inovação, a empresa passou por diversas dificuldades financeiras durante sua existência, resultando em sua venda para a Apple em 1996.

Ideias inovadoras

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons/Rama)Apesar de não ter sido sempre bem-sucedido, Jobs possui um currículo invejável de decisões positivas . Em seu histórico estão inovações como o Apple II, Mac e iMac, três máquinas responsáveis por verdadeiras evoluções no mundo dos computadores na época de seu lançamento.

O ex-CEO da Apple também tem lugar na história por ter sido o homem responsável por mudar as regras do jogo na indústria fonográfica. A partir da combinação iPod e iTunes, a música digital a preços acessível passou a ser uma realidade para milhões de pessoas, ajudando a reviver um mercado condenado à destruição devido à pirataria excessiva.

Outro exemplo de sucesso é o iPhone, aparelho que começou desacreditado, mas em pouco tempo se tornou praticamente um sinônimo da palavra smartphone. Já o iPad tem como principal mérito ser o principal responsável pela criação de um mercado viável de tablets, construindo a necessidade para esse tipo de aparelho entre os consumidores comuns.

A reação do mercado à saída

O afastamento de Jobs da diretoria da Apple, embora não totalmente inesperado, é o tipo de situação que provoca um grande efeito entre os analistas e fãs do mundo da tecnologia. Logo após o anúncio da renúncia, as ações da companhia sofreram uma queda de 5%.

Apesar de um homem como Steve Jobs ser insubstituível, o mercado reagiu bem ao anúncio de que Tim Cook será o próximo a assumir o posto de CEO da Apple. Exemplo disso foi a declaração de Mark Moskowitz, da J.P. Morgan, que afirma que Cook é um profissional bem-sucedido, e que seu conhecimento das estruturas de produção da companhia deve resultar em poucas mudanças em sua estratégia de mercado.

Tim Cook, novo CEO da Apple (Fonte da imagem: Business Insider)

Opinião semelhante foi demonstrada por Katy Huberty, da Morgan Stanley e Maynard Um, da UBS, que consideram o novo diretor uma boa opção para manter a trajetória de sucesso da empresa de Cupertino. Posicionamento semelhante ao de Gene Munster, da Piper Jaffray, que afirma que “o caráter de Steve Jobs, sua visão e sua ética de trabalho guiarão a Apple para sempre”.

Já Chris Whitmore, do Deutsche Bank, prevê riscos em um período de 3 a 5 anos, destacando que problemas podem surgir caso Jobs deixe a companhia em definitivo. Em geral, a expectativa é a de que as ações da Apple sofram quedas durante um período de tempo curto, se estabilizando conforme os investidores percebem que a transição para a era Tim Cook não deve representar nenhuma mudança de rumo radical nos planos da empresa.

Ícone cultural

Mais do que simplesmente ocupar o cargo de presidente de uma poderosa companhia, Steve Jobs se tornou um ícone cultural com a mesma força de nomes como Bill Gates. Mesmo quem não conhece nada de informática ou não se interessa pelo mundo da tecnologia como um todo é capaz de associar a imagem do ex-CEO aos produtos Apple.

(Fonte da imagem: Submarino)

Tamanha popularidade se reflete em uma grande quantidade de produtos que exploram os ensinamentos que podem ser tirados de sua trajetória de sucesso. Títulos como “A Cabeça de Steve Jobs”, “Inovação: A arte de Steve Jobs” e “O Fascinante Império de Steve Jobs” tentam desvendar os mistérios por trás da figura do executivo, usando sua história como exemplo para o leitor de aprimoramento pessoal.

Filmes como “Piratas da Informática”, produzido pela rede de televisão TNT, exploram fatos importantes do mundo da tecnologia, incluindo aparições do próprio Jobs e eventos importantes como o lançamento do Apple II. Já “Macheads” explora o fanatismo dos fãs pelos produtos com a marca da Maçã, enquanto “Bem-vindo ao Macintosh” faz um histórico da Apple desde sua fundação até os dias atuais.

A figura do executivo deve demorar a desaparecer do imaginário popular, ainda mais depois do anúncio de sua renúncia. Os fãs de seu trabalho devem ficar atentos: está programado para 2012 o lançamento do livro “iSteve: o livro de Jobs”. Escrita por Walter Isaacson, a obra se trata da primeira biografia autorizada pelo homem forte da Apple, incluindo entrevistas com o próprio, além de familiares, concorrentes e ex-colegas de trabalho.