Arquivo de 3 de setembro de 2011

(Fonte da imagem: Instituto RIKEN de Ciências do Cérebro)

Pesquisadores japoneses do Instituto RIKEN de Ciências do Cérebro anunciaram uma descoberta bastante curiosa: um processo químico capaz de tornar a pele humana transparente. Os primeiros testes foram realizados em embriões de ratos e, como você pode perceber na imagem acima, o resultado parece bem convincente.

Para conseguir a modificação na pigmentação dos tecidos, os pesquisadores utilizaram um reagente químico chamado ScaleA2. Valendo-se de técnicas de modificação genética, certas células são transformadas em elementos fluorescentes, permitindo que as estruturas biológicas internas possam ser visualizadas externamente a olho nu.

Apesar de a descoberta aparentemente funcionar, a técnica ainda não pode ser aplicada em tecidos vivos. Isso acontece porque, ao receber o reagente químico, as células morrem horas depois. Agora, a expectativa do grupo de pesquisadores é descobrir uma maneira de tornar compatíveis o reagente e os tecidos vivos.

Através de um novo site, desenvolvedores do BackTrack anunciaram a disponibilidade do novo para a classe empresarial. O sistema BackTrack é uma das soluções de testes de segurança que apresenta grande popularidade, mas muitas organizações e empresas têm sido incapazes de utilizá-lo de acordo com as políticas internas de TI. Essas políticas exigem que qualquer programa deve ser coberto por um contrato de suporte.

Um grande número de empresas que usa BackTrack, entrou em contato com a equipe de desenvolvimento do utilitário e pediu a efetivação dos contratos de suporte. No novo site, há também o oferecimento de suporte para “ISO Creation Engine”, que permite ao usuário criar imagens personalizadas da distribuição. Com este recurso importante, o usuário poderá, por exemplo, selecionar grupos específicos de pacotes a serem incluídos na imagem ISO, fazer upload de gráficos para personalizar a aparência e adicionar condutores especializados.

 

De acordo com um breve comunicado, a Oracle Corporation suspendeu a “Operating System Distributor License for Java” (DLJ) que foi criada pela Sun, em 2006. A licença (não-livre) tinha permitido que distribuidores Linux empacotassem e distribuissem o sistema Java em suas distribuições Linux.

A Sun fez e conseguiu tornar essa licença disponível, depois de lançar o Java como open source durante a conferência JavaOne, no ano de 2006; ele foi projetado para garantir que os usuários tivessem acesso fácil aos pacotes, contendo o sistema Java durante o processo de desenvolvimento da plataforma OpenJDK.

O desenvolvedor do Debian, Silvestre Ledru, questionou o funcionário da Oracle, Dalibor Topic, sobre “quem” mantém o pacote do Java. Este, por sua vez, explicou as razões da decisão da Oracle em uma postagem no seu blog.

Reuters. Por Irene Klotz – O volume de entulho orbitando a Terra chegou a um “ponto extremo” para colisões, o que gera mais detritos e põe em risco astronautas e satélites, segundo estudo de uma instituição norte-americana de pesquisas divulgado nesta quinta-feira.

A NASA precisa de um novo plano estratégico para mitigar os riscos impostos por carcaças de foguetes usados, satélites descartados e milhares de outros pedaços de lixo espacial voando ao redor do planeta à velocidade de 28,164 quilômetros por hora, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA no estudo – uma organização privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica.

Os detritos em órbita representam uma ameaça para os cerca de mil satélites comerciais, militares e civis na órbita do planeta – parte de uma indústria global que gerou 168 bilhões de dólares em receita no ano passado, de acordo com dados da Associação da Indústria de Satélites.

O primeiro choque espacial ocorreu em 2009, quando um satélite de telecomunicações da Iridium e um satélite russo não-operacional colidiram 789 quilômetros acima da Sibéria, gerando milhares de novos detritos em órbita.

A colisão aconteceu após a destruição, em 2007, por parte da China, de um de seus satélites climáticos fora de uso, como parte de um teste amplamente criticado de mísseis antissatélite.

O volume de detritos em órbita monitorados pela Rede de Vigilância Espacial saltou de 9.949 objetos catalogados em dezembro de 2006 para 16.094 em julho de 2011. Quase 20% dos objetos são provenientes da destruição do satélite chinês Fengyun 1-C, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional.

Alguns modelos computacionais mostram que a quantidade de lixo em órbita “chegou a um nível extremo, com detritos suficientes para causar colisões contínuas e criar ainda mais destroços, o que aumenta o risco de falha de viagens espaciais”, disse o Conselho em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, como parte de seu relatório de 182 páginas.

Além de mais de 30 descobertas, o painel fez recomendações para a NASA sobre como mitigar e aprimorar a situação do lixo espacial, o que incluiria a colaboração com o Departamento de Estado para desenvolver o sistema regulatório sobre a remoção de lixo espacial.

Atualmente, por exemplo, acordos internacionais proíbem países de remover ou coletar objetos espaciais de outros países.

 

 

(Fonte da imagem: Divulgação / Banco do Brasil)

Extrato, consulta de terminais e transferência. Essas operações bancárias, restritas apenas aos caixas eletrônicos e mais recentemente à internet, agora podem ser realizadas pela televisão – ao menos para os clientes do Banco do Brasil donos de uma Smart TV.

O banco lançou agora em setembro um aplicativo compatível com a Smart TV da LG, depois de negociações com a fabricante de softwares Totvs desde fevereiro. Através do controle remoto, é possível acessar serviços como a consulta da conta corrente ou a pesquisa de agências e terminais eletrônicos. Segundo o banco, novas funções devem ser lançadas nas próximas semanas.

Segundo o G1, para acessar a conta bancária, é necessário obter um software gratuito no mercado de aplicativos da Smart TV e entrar com os dados normais da conta, como senha e número da agência.

Com relação à segurança, o Banco do Brasil já tranquilizou seus clientes: o sistema de proteção é o mesmo utilizado no serviço de internet banking, além de avisos adicionais de privacidade, já que o televisor possibilita que mais pessoas vejam a movimentação em sua conta bancária.

Cerca de R$ 400 mil foram investidos para a produção e implantação do software para TVs, mas o dinheiro também deve ser usado para possibilitar o serviço em outros aparelhos com acesso à internet.

O “PC biológico” deve demorar para ser aprovado, mas é uma nova esperança. (Fonte da imagem: Ars Technica)

Na luta interminável contra o câncer, a ciência mostrou uma nova arma: os computadores biológicos, que consistem em uma rede de circuitos genéticos que são inseridos nas células do paciente. Eles seriam programados para detectar a atividade cancerígena e cuidar da destruição desses organismos.

O desenvolvimento dos circuitos que combatem o câncer é uma parceria entre os institutos MIT e ETH Zurich. Eles estudaram as moléculas do chamado microRNA das células, que contém as informações genéticas diferenciadas entre os corpos cancerígenos e os saudáveis.

Desse modo, os “computadores biológicos” montariam um perfil para localizar apenas os focos da doença. Para eliminá-las, um gene especial que promove a morte programada dessas células (processo conhecido como “apoptose”) seria ativado.

O artigo contendo os avanços e a explicação do método foi publicado na última edição da revista Science e resumido no EurekAlert. Apesar da notícia animadora, os computadores biológicos ainda são limitados (não mataram 100% das células do câncer em questão), além de terem sido testados isoladamente em laboratório e apenas na doença que atinge a região cervical. O próximo passo deve ser o teste diretamente em animais.

Os processadores são formados por peças minúsculas, as quais nós não conseguimos observar com clareza a olho nu. Contudo, o site Sciency Stuff realizou a “autópsia” de um microprocessador Intel Pentium III e tirou algumas fotografias por meio de um microscópio ótico, possibilitando a visualização detalhada de cada parte do chip.

O primeiro passo foi remover o chip do processador, responsável pelo processamento dos dados. Esse componente pode ser considerado como a CPU em si (parte azul da imagem abaixo).

Ampliar (Fonte da imagem: Sciency Stuff)

A primeira tentativa de retirada do chip aconteceu por meio do calor. Todavia, o procedimento não apresentou sucesso. A pessoa designada para a “autópsia” resolveu, então, usar a força bruta. Ela pegou uma serra circular para terminar o serviço de separação do componente.

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Após a remoção do chip da placa, foi possível visualizar os pads do processador – pontos que entram em contato com a PCI da placa-mãe para a troca de dados.

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A partir desse momento, o microscópio ótico entrou em ação. Na fotografia abaixo, você pode conferir os pads do processador de um ângulo mais próximo. Cada ponto corresponde a um pad que, conectado à placa de circuito impresso, permite o intercâmbio de dados.

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Aproximando ainda mais o zoom do microscópio, é possível ver que existem estruturas dentro do que antes apenas pareciam pequenos furos. Uma CPU contém diversas camadas metálicas que conectam os transistores (componentes que controlam a corrente) na superfície do chip.

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Modificando o foco do microscópio, o usuário que estava desmontando o processador percebeu que as diferentes camadas do dispositivo podiam ser vistas com mais detalhes. A foto seguinte exibe a camada superior de um dos pads do chip aberto.

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Entusiasmado com as figuras obtidas, o editor do site resolveu ir mais a fundo. Para isso, ele passou o componente para um microscópio eletrônico – o qual utiliza feixes de elétrons para captar as imagens. Com isso, o entusiasta conseguiu chegar mais perto das partes da CPU. O chip foi lascado para que fotos transversais pudessem ser batidas. O resultado você vê abaixo, em uma sequência de aproximações.

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As partes elevadas dessas imagens representam os pads, que já estiveram ligados à placa. Por sua vez, os trechos luminosos das figuras são algum tipo de polímero usado para ocupar o espaço que ficaria exposto, acredita o editor do Sciency Stuff.

A seção mais escura localizada abaixo dos pads é a liga metálica que provê a condutividade ao processador. Essa estrutura de metal possui múltiplas camadas, as quais ficam visíveis somente com uma aproximação mais apurada. As camadas são representadas pelas ranhuras que surgem no meio do material metálico.