Arquivo de 10 de fevereiro de 2011

 

Uma das maneiras mais usadas pelos criadores de vírus para infectar um computador é através de pendrives USB. Eles usam uma característica do Windows que permite que arquivos sejam executados assim que o pendrive é espetado na porta para espalhar seu código malicioso. Posso arriscar dizer com alguma certeza que milhões de computadores ao redor do mundo são infectados dessa maneira. Mas graças à própria Microsoft, esse tipo de infecção viral pode ser coisa do passado.

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Na atualização liberada ontem, a empresa desabilitou a função de Autorun para portas USB. Dessa maneira, os pendrives que se conectaram a computadores infectados não conseguirão automaticamente infectar outros pelo mero ato de plugar um dispositivo. O usuário vai ter que ser idiota ingênuo o bastante para copiar e colar o vírus no próprio HD se quiser deixar seu PC mais viral.

A função de Autorun, no entanto, não foi desabilitada para mídias físicas como leitores de CD, DVD e Blu-ray, já que a Microsoft diz que nunca viu esse tipo de disseminação de vírus ocorrendo. Mas agora que os criadores de vírus sabem disso, talvez você encontre CDs infectados no futuro.

A atualização que desativa o Autorun foi liberada para o Windows XP, Vista e 2000, então se você tem algum desses é recomendado abrir o Windows Update e instalar as atualizações disponíveis. O Autorun já está desabilitado por padrão noscomputadores com Windows 7.


 

Primeiro de tudo, com o Wine instalado, temos que criar e configurar os prefix do wine.

Mais antes, o que é um prefix? Um prefix é uma espécie de “instalação” do wine, ou seja, o local onde os programas de windows vão ser instalados, o prefix padrão do wine é em /home/(seu-usuário)/.wine, porem você pode mudar isso, vou explicar como fazer isso mais para frente.

Eu pessoalmente, prefiro usar apenas um prefix (o padrão mesmo) para todos os programas e jogos, evitando assim ficar criando novamente um monte de configurações toda vez que for instalar um programa novo.

lembrando: as configurações abaixo são validas apenas para um prefix, se você deletar ou alterar o prefix, você vai perder todas as configurações abaixo.

aviso: nenhum comando abaixo deve ser executado como root, pois se o wine for rodado como root, ele ira criar as configurações na home do root e terá acesso completo ao sistema, tornando o sistema vulnerável a ataques.

Primeiro de tudo, digite winecfg no ALT+F2 (Executar), ele ira criar os arquivos do wine lá na pasta .wine e também ira abrir o painel de configuração do wine.

Vamos a um geral de cada aba (guia):

Aplicativos: aqui você pode definir a versão do sistema operacional que você quer usar (recomendo Windows XP) e os aplicativos que irão rodar com configurações especiais (alguma DLL a mais, uma versão especifica do sistema operacional…).

Bibliotecas:
Aqui você pode configurar as bibliotecas que você ira usar no wine, ou seja, os dll’s.

Gráficos: A aba mais importante para nós gamers, aqui, você configura os gráficos do wine, em breve irei explicar como usar.

Integração com a área de trabalho: Apenas modifique se você quer linkar alguma pasta especifica no wine.

Unidades: Aqui você pode linkar unidades do windows (C:, D:, E:…) com pastas do seu linux, por padrão o C: é a pasta .wine/drive_c e o Z: é a sua root (/ do sistema).

Audio: Essa aba também é muito importante, aqui, você seta o driver de audio que o Wine vai utilizar, também vamos falar dela mais para frente.
Sobre: Apenas algumas informações do wine.

Vá para a aba gráficos, vamos configura-la, mais primeiro, para que serve cada opção:

Permitir aos aplicativos DirectX impedir que o mouse deixe a janela: Existe um “bug” no wine que faz com que alguns jogos não saibam que estão rodando em modo janela, e o mouse acaba saindo do jogo e voltando para o desktop, para resolver isso, habilite essa opção (recomendo deixar habilitado).

Permitir que o gerenciador de janelas decore a janela: Isso faz com que o seu sistema gerencie as janelas do Wine, assim ele utiliza o tema e configurações do seu sistema e não aquele tema feio do Windows 98 (recomendo deixar habilitado).

Permitir que o gerenciador de janelas controle a janela: Essa opção é apenas util se você utiliza o Compiz Fusion ou algo do tipo, faz com que no lugar do wine gerenciar as janelas, o seu gerenciador de janelas faça isso (recomendo deixar habilitado).

Emular área de trabalho virtual: Ele cria uma janela e roda todos os programas dentro dessa janela, no lugar de misturar com as do linux (recomendo que use apenas se algum programa deu problema).

Suporte a Vertex Sadder: Essa opção faz a magina, faz com que os processos gráficos vão para a placa de vídeo, certifique-se de estar marcadoHardware nessa opção.

Permitir Pixel Shader: Essa opção antigamente dava muito problema no wine, hoje em dia,isso não acontece mais, e essa opção habilita as sombras nos jogos, deixando eles muito mais realistas (recomendo que deixe habilitado).

De um aplicar e vai ficar mais ou menos assim:

Vamos para a aba Audio, não há muito o que mecher nessa aba, se você usa ubuntu como eu, marque driver EsounD (pois o ubuntu usa PulseAudio).

Algumas distribuições usam alsa e outras usam pulseaudio, se você não sabe qual é recomendo que marque o Alsa e o EsounD.

Dica: Se você esta tendo problemas com o som no ubuntu como jogos ficando sem som, microfone não funcionando entre outros detalhes, abra um terminal e digite o seguinte:

sudo apt-get remove pulseaudio pavucontrol
sudo apt-get install alsa alsa-oss esound gnome-alsamixer

E nessa configuração no lugar de setar Esound, sete Alsa, isso deve resolver o problema.

De um aplicar e um ok, agora chegou a hora de instalar as fontes, antes de tudo, temos que baixar a fonte principal do windows, a Tahoma.ttf, usada na maioria dos aplicativos, para baixa-la, clique aqui, após clicar, desça a pagina até em baixo, e clique em Download Free.

depois de baixa-da, copie ela para a pasta /home/(seu-usuário)/.wine/drive_c/windows/Fonts, ou utilize esse comando (só ira funcionar se você baixou a fonte na pasta Downloads):

cp -a /home/$USER/Downloads/tahoma.ttf /home/$USER/.wine/drive_c/windows/Fonts.

Recomendo que instale também o msttcorefonts (pelo seu gerenciador de pacotes), se você usa ubuntu, digite em um terminal:

sudo apt-get install msttcorefonts

Esse é o pacote de fontes da Micro$oft, porem, ele vai ser instalado no linux, e não no wine, para instalar no wine, acesse a pasta/usr/share/fonts/truetype/msttcorefonts e copie tudo para a pasta /home/(seu-usuário)/.wine/drive_c/windows/Fonts, aproveite e também copie as freefonts que estão em /usr/share/fonts/truetype/freefont, você pode fazer isso, com esses dois comandos:

cp -a /usr/share/fonts/truetype/msttcorefonts/* /home/$USER/.wine/drive_c/windows/Fonts/

cp -a /usr/share/fonts/truetype/freefont/* /home/$USER/.wine/drive_c/windows/Fonts/

Depois de copiado:

Depois disso, vamos apenas a uma dica rápida, abra o regedit do wine, para isso, no ALT+F2 digite wine regedit.

vá em HKEY_CURRENT_USER > Software > Wine e crie uma chave (botãodireito > novo > chave) chamada Direct3D (se já existir, tudo bem), dentro dessa chave, crie um Valor de Texto (Botão direito > novo > Valor Texto) chamado UseGLSL e dentro desse valor, você ira colocar enabled:

Isso vai fazer com que o wine no lugar de tentar emular o DirectX, ele simplesmente direciona as informações para o OpenGL da sua maquina, fazendo assim com que os jogos rodem mais leves e com gráficos melhores.

Programas:

Existe uma série de programas que eu recomendo que você instale no seu wine, vamos começar?

Firefox: Recomendo que instale pois se algum aplicativo tentar acessar alguma função no browser, ele vai ter um browser para acessar, já que o internet explode do wine é bem básico, para instala-lo, baixe o firefox para windows clicando aqui, após baixar, clique com o botão direito e mande instalar com o wine, instale como um programa normal.

DirectX: Apesar do wine não utilizar o DirectX, as vezes ele precisa de alguma biblioteca dele, por isso, recomendo que instale o DirectX 9 no wine, para isso, digite winecfg no ALT+F2, va na aba Bibliotecas, selecione qualquer coisa na lista e mande adicionar (isso é apenas para ele criar a chave no sistema, depois disso, vamos deletar essa chave), agora edite o arquivo/home/(seu-usuário)/.wine/user.reg e procure a linha:[Software\\Wine\\DllOverrides]:


Apague tudo que estiver abaixo dessa linha até a próxima categoria (não vai apagar a próxima categoria), no caso, a minha próxima categoria é[Software\\Wine\\Drivers] como pode ser visto no print e agora abaixo dessa linha coloque:

“d3d8″=”builtin”
“d3d9″=”builtin”
“d3dim”=”native”
“d3drm”=”native”
“d3dx8″=”native”
“d3dxof”=”native”
“dciman32″=”native”
“ddrawex”=”native”
“devenum”=”native”
“dinput”=”builtin”
“dinput8″=”builtin”
“dmband”=”native”
“dmcompos”=”native”
“dmime”=”native”
“dmloader”=”native”
“dmscript”=”native”
“dmstyle”=”native”
“dmsynth”=”native”
“dmusic”=”native”
“dmusic32″=”native”
“dnsapi”=”native”
“dplay”=”native”
“dplayx”=”native”
“dpnaddr”=”native”
“dpnet”=”native”
“dpnhpast”=”native”
“dpnlobby”=”native”
“dsound”=”builtin”
“dswave”=”native”
“dxdiagn”=”native”
“mscoree”=”native”
“msdmo”=”native”
“qcap”=”native”
“quartz”=”native”
“streamci”=”native”

Agradeço ao site www.guiaubuntupt.org pelas dicas de instalação do DirectX.

Agora, baixe o DirectX 9 clicando aqui já crie uma pasta no .wine/drive_c onde você vai descompactar o DirectX e depois mande ele descompactar lá.

Detalhe: O DirectX não ira continuar a instalação depois de descompactar, para isso, acesse a pasta onde você descompactou e execute oDXSETUP.exe.

PhysX: Se você tem uma placa Nvidia que suporta essa tecnologia, recomendo que instale o PhsyX para Windows, baixe ele aqui, após baixar clique com o botão direito e mande instalar com o Wine, instale como um programa normal.

OpenAL: Para garantir que não de nenhum problema em relação aos Sons 3D, instale o OpenAL, baixe ele aqui, descompacte, clique com o direito e mande executar com o wine.

Dicas finais:

NUNCA execute o Wine como root, isso pode ser prejudicial ao seu sistema.

Ao executar jogos no wine, podem aparecer alguns bug’s, para isso, você pode utilizar algumas opções para chamar o wine, como por exemplo:

env WINEPREFIX=”/home/(seu-usuário)/.wine” WINEDEBUG=”fixme-all” wine ”
C:\Arquivos de Programas\Mozilla Firefox\firefox.exe”

O que cada opção faz:

env: diz ao sistema que vão ser declaradas variaveis, se você não usar, pode ser que apareça um erro dizendo que o comando WINEPREFIX não existe.

WINEPREFIX=”/home/(seu-usuário/.wine”: No começo do tutorial eu falei de prefixes do wine, com esse comando você decide onde o wine vai executar o comando, em qual prefix, você pode criar novos prefixes com o comando: env WINEPREFIX=”caminho-do-prefix” wine winecfg.

WINEDEBUG=”fixme-all”: Essa opção resolve alguns bug’s do wine com alguns programas, se o programa não abrir com essa opção, tente tira-la.

e por fim, você chama o programa com o comando do wine: wine ”
C:\Arquivos de Programas\Mozilla Firefox\firefox.exe”

Existe também o WINEDDLOVERRIDES=”openal32=n;” que corrige alguns bug’s específicos com games 3D, se o seu jogo não abrir, tente usar esse comando, basta colocalo entre os comandos envwine.

Rode o Wine com Windows XP,parece que ele tem mais compatibilidade com os programas.

É isso pessoal, espero que vocês tenham tirado proveito desse artigo.

Como instalar novo kernel no Ubuntu via dpkg

Publicado: 10 de fevereiro de 2011 em Linux, Sem categoria

 

Como instalar novo kernel no Ubuntu usando dpkg

Para quem pensa duas vezes na hora de compilar um kernel porque é meio complicado e tudo o mais, estou deixando essa dica para quem deseja uma facilidade na hora dessa tarefa para quem utiliza a distribuição Ubuntu.
Estou utilizando o Ubuntu 10.10, atualmente com o kernel 2.6.35-23, vamos supor que eu esteja interessado em utilizar o kernel 2.6.36 para essa distribuição, o primeiro passo é acessar este link e baixar a versão do kernel que desejo para a minha versão do Ubuntu conforme figura abaixo:
Seleciono o diretório do kernel v2.6.36-maverick e dentro desse diretório escolho se desejo o kernel de 32 ou 64 bits, isso irá depender da versão do seu sistema operacional.
Tomando como exemplo a versão de 64 bits que é o meu caso, fiz o download dos arquivos:
  • linux-headers-2.6.36-020636-generic_2.6.36-020636.201010210905_amd64.deb
  • linux-image-2.6.36-020636-generic_2.6.36-020636.201010210905_amd64.deb
Após o download ser feito iremos no terminal;
Executamos agora o comando dpkg para instalar os dois arquivos do kernel;
sudo dpkg -i *.deb
Após a conclusão reinicie seu computado e poderá verificar a versão do kernel que está utilizando usando o comando no terminal “uname -r“.
Fonte:Marcelo Silva

 

Começam a surgir usos para o recém-disponibilizado driver livre para o controle visual Kinect, da Microsoft.

O caso de hoje é apenas uma prova de conceito criada por um usuário, e não uma aplicação mantida pela distribuição – mas já tem um PPA, se você quiser testar.

O post do OMGUbuntu não tem muitos detalhes técnicos, mas ao menos explica como instalar usando o PPA 😉 (via omgubuntu.co.uk)

Instalando via PPA:

sudo apt-add-repository ppa:floe/libtisch
sudo apt-get update && sudo apt-get install libtisch libtisch-dev libtisch-csharp libtisch-java libtisch-python

Kptiche?

Daily Mail
Para aumentar a rentabilidade de seus consoles e jogos, todos os aparelhos de videogame da nova geração da Sony, Microsoft e Nintendo possuem uma opção de loja online, a partir da qual os usuários podem comprar novos games e conteúdos. Mas nem sempre as pessoas utilizam os serviços com responsabilidade. Prova disso é que a mãe de um britânico de 11 anos, Brendan Jordan, culpou a gigante Microsoft pela conta de cerca de US$ 1,6 mil que seu filho gastou na Xbox Live, a rede virtual do Xbox, segundo o Daily Mail.

Segundo a mãe, Dawn Matthews, o garoto não sabia o que estava fazendo e que o conteúdo que adiquiria online era debitado automaticamente no cartão de crédito registrado na loja online. Dawn teria informado os dados de seu cartão em meados de 2009 e acreditava que se tratava apenas de uma questão burocrática, para se tornar membro da rede, e para pagar a anuidade do Xbox Live.

As informações do cartão de crédito teriam ficado gravadas no console e, toda vez que Brendan comprava um jogo novo, o valor era debitado.


 

Narvais mergulhando

Fonte da imagem: Paul Nicklen / Reprodução: National Geographic

Pouco tempo após o lançamento do “Maverick Meerkat” – a versão 10.10 do Ubuntu, lançada no dia 10 de novembro – a Canonical, empresa responsável pela distribuição mais conhecida do Linux, já está trabalhando na próxima edição do sistema operacional de código livre, o 11.04 “Natty Narwhal”.

A primeira edição do Ubuntu a ser batizada com um animal marinho – o narval é uma espécie de baleia com chifre que muitos acreditam ser a origem do mito do unicórnio – segue o padrão criado por Mark Shuttleworth de uma nova versão a cada seis meses, numeradas de acordo com o ano e mês de seu lançamento.

Ubuntu

Fonte da imagem: Ubuntu Brand Guidelines

Assim, o “Natty Narwhal” será lançado em 28 de abril de 2011. Porém, como o desenvolvimento do Ubuntu é em grande parte devido à comunidade de usuários, versões Alpha devem ser lançadas no período a partir de novembro de 2010 até a chegada de uma versão Beta no final de março de 2011.

Em 21 de abril de 2011 deve ser disponibilizado o “release candidate” do Ubuntu 11.04, com a versão final chegando à rede uma semana depois, em 28 de abril.

Como o planejamento de lançamentos do Ubuntu é cíclico e o processo – como esperado de um software de código livre – é bastante transparente, a Canonical também já informou algumas datas relativas às versões subsequentes ao “Natty Narwhal”.

A versão 11.10 do Ubuntu, ainda não batizada, tem seu primeiro Alpha lançando em 3 de junho de 2011, seguida de mais três versões de mesmo status. O Ubuntu 11.10 Beta será disponibilizado em 1º de setembro e o candidato a lançamento sai em 15 de outubro. A versão final deve estar pronta para download e instalação três dias depois: 22 de outubro de 2011.

Além disso, a próxima versão LTS (“Long Term Support”, ou versão com suporte de longo prazo) do Ubuntu será a 12.04, cujo primeiro Alpha deve ser lançado em 3 de novembro de 2011, seguido pelo Beta em 23 de fevereiro de 2012 e a versão final em 26 de abril de 2012.

 

Artigo elaborado com a colaboração de André Luiz Cavanha e Elaine Martins.

O Windows é o sistema operacional (SO) mais utilizado em todo o mundo. Há muito tempo ele ganhou as máquinas de milhões de usuários ao redor do planeta e assim se consolidou o monopólio do SO da Microsoft.

Algumas alternativas surgiram ao longo do tempo e uma das mais bem-sucedidas é o Linux. Desenvolvido pelo finlandês Linus Torlvads, o sistema livre ganhou inúmeras modificações, pois, pelo fato de ser livre, facilitava o desenvolvimento individual ou em pequenos grupos de suas configurações e aplicações.

A distribuição de Linux mais usada no mundo, de acordo com o site DistroWatch.com, é o Ubuntu. O sistema, que ganha uma nova atualização a cada seis meses, é, sem dúvida, uma das melhores alternativas para usuários comuns que desejam adentrar o mundo dos sistemas operacionais livres.

Ubuntu: Linux para seres humanos

Se você é mais um desses usuários que não tem medo de aprender coisas novas, além de disposição para deixar o Windows de lado, precisa saber de algumas coisas para começar a usar o Ubuntu. A primeira – e crucial – informação é: o Ubuntu não é um bicho de sete cabeças.

Migrei. E agora?

Diferentemente do Windows, o menu de aplicativos do Ubuntu é localizado no topo da tela. São três menus principais – Aplicativos, Locais e Sistema – e por meio deles você acessa e modifica todos os programas e configurações do sistema operacional.

A bandeja do relógio também se localiza na parte superior da tela. Na questão de painéis e barras de tarefas, somente as janelas abertas no sistema permanecem na parte inferior.

Gerenciador de processos

Lembra-se do Gerenciador de tarefas do Windows? O Ubuntu possui algo semelhante que pode ser acessado na guia “Processos” pelo caminho Sistema > Administração > Monitor do Sistema. Lá é possível encerrar um processo mal comportado.

Gerenciador de processos do Ubuntu

Gerenciador de partições

Para gerenciar partições com o Ubuntu você pode utilizar o GParted. Se ele ainda não está instalado em seu sistema, faça-o via Terminal:

sudo apt-get install gparted

Gerenciador de redes

Se você possui uma rede e quer gerenciá-la no Ubuntu, experimente o Samba. Este é um aplicativo bastante específico, portanto, pode dar um pouco mais de trabalho para ser instalado e configurado.

Hardware

Uma das grandes vantagens das distribuições de Linux é sua grande habilidade em reconhecer dispositivos de hardware e instalar seus drivers automaticamente. Isso acontece com placas de vídeo, placas de rede, câmeras e etc.

Para verificar qual aplicativo deve ser instalado para que a parte ferramental do seu computador funcione corretamente, acesse a opção Sistema > Administração > Drivers de hardware.

Atualizações

Se você já instalou o Ubuntu em sua máquina e é a primeira vez que inicializa o sistema, está na hora de colocar a mão na massa. Quem achava que Linux era coisa somente para nerds, se engana redondamente ao ver que as atualizações necessárias para o sistema são exibidas automaticamente na tela.

O Ubuntu conta com um local específico para atualizações. Acesse-o em Sistema > Administração > Gerenciador de atualizações. Lá há uma listagem de aplicativos e bibliotecas de programas que possuem novas versões e você é quem seleciona o que deve ou não ser instalado.

Vale lembrar que se você utiliza a última versão do Ubuntu (a 10.04 Lucid Lynx), já conta com a última versão de todos os programas padrões do sistema, como Firefox e OpenOffice.org. Além disso, o Ubuntu já possui, nativamente, diversos programas para aplicações como gravação de discos,   torrent, reprodutores de áudio e vídeo e etc.

Central de programas e Synaptic

O Ubuntu conta com pelo menos duas ferramentas muito simples para a instalação de aplicativos. Uma delas é a Central de programas do Ubuntu, uma referência no que diz respeito a softwares livres. A Central foi reformulada para a versão 10.04 do SO e está ainda mais fácil de ser usada.

Para acessar, vá a Aplicativos > Central de programas do Ubuntu.

Central de programas do Ubuntu

Digite um termo e uma lista de programas que o contenham no nome ou na descrição surge na tela. Quando encontrar o que procura, clique em “Instalar” e dentro de alguns minutos o aplicativo está pronto para ser usado normalmente.

Outra excelente opção para instalar programas no Ubuntu é o Synaptic, uma interface gráfica para o gerenciamento de pacotes apt, usado em várias distribuições de Linux. Encontrar algo no Synaptic é semelhante a fazer isso na Central: digite um termo para filtrar a lista de programas existentes.

Para acessar, vá em Sistema > Administração > Gerenciador de pacotes Synaptic.

Gerenciador de pacotes Synaptic

Um duplo-clique marca quais aplicativos devem ser instalados e então você precisa apenas clicar no botão “Aplicar” (e confirmar as alterações) para iniciar o processo. Desinstalar aplicativos instalados pelos métodos citados acima também pode ser feito por meio do Synaptic e da Central de programas do Ubuntu.

Via Terminal

Outro modo de realizar instalações no Ubuntu é usando o Terminal (Aplicativos > Acessórios > Terminal). Com o terminal você pode instalar e remover pacotes, acessar pastas e arquivos, inicializar programas e mais uma infinidade de coisas. Ele pode ser comparado ao prompt de comando MS-Dos do Windows.

Sempre que alguma ação realizada via Terminal demandar status de administrador (no Ubuntu esse status é chamado de “root”), você precisa digitar o comando “sudo”. Para instalar usando o gerenciamento de pacotes, use o comando “apt-get” e depois “install”.

Terminal

Resumindo, se você quer instalar o aMsn, por exemplo, use o comando:

sudo apt-get install amsn

Pressione Enter e informe sua senha para confirmar a instalação. O restante é feito pelo sistema: ele baixa, descompacta, compila e instala tudo em seu devido lugar automaticamente.

Vale lembrar que para colar um comando no Terminal você pode usar os atalhos Shift + Insert ou Ctrl + Shift + V do teclado.

Apt-url e DEB

Para quem sente falta dos executáveis (EXE) do Windows, o Ubuntu conta com dois formatos de instalação bastante semelhantes. Um é o Apt-url, que nada mais é que a instalação direta a partir de um link: você clica, confirma a execução do aplicativo e a instalação é realizada na hora, sem nenhum trabalho.

Isso permite que você instale dezenas de programas e jogos diretamente do site. Um bom exemplo disso é o Hedgewars, game no estilo Worms, que pode ser instalado rapidamente por meio de alguns cliques.

Os pacotes DEB são ainda mais parecidos com os executáveis do Windows. Sempre que você for baixar algo e houver essa opção, opte por ela. Para instalar qualquer pacote DEB, basta apenas baixar o arquivo, dar um duplo-clique e confirmar a instalação.

O que instalar?

É difícil falar uma “lista de programas essenciais” para o Ubuntu, até porque as pessoas fazem usos diferentes do sistema operacional e da máquina. Contudo, é possível dar algumas dicas e propor alternativas para quem migrou do Windows.

Depois de instalar os programas que você julgou necessário com a atualização do Ubuntu, muitas coisas ainda estão faltando.

Java e Flash

Dois plugins praticamente indispensáveis para quem navega na internet nos dias de hoje: Java e Flash. Ambos são softwares proprietários e acabam sendo a melhor opção em algumas ocasiões – principalmente o Java, caso você precise acessar algum teclado virtual como o do Banco do Brasil.

Instalar o Adobe Flash Player pode ser feito por meio de um pacote DEB. Clique aqui para baixar e instalar o plugin necessário para, dentre outras coisas, assistir a vídeos no YouTube.

O Java JRE, em sua sexta versão, pode ser instalado via compilação de pacotes, algo muito complicado, ou então, por meio do Terminal. Para isso, você precisa primeiramente adicionar o repositório de parceiros ao sistema.

Acesse Sistema > Administração > Canais de software e vá até a guia “Outro software”.

Canais de Software

Clique em “Adicionar” e cole o seguinte comando:

deb http://archive.canonical.com/ lucid partner

Confirme e clique em “Fechar”. Será emitido um aviso sobre desatualização das informações dos pacotes devido aà inserção de um novo. Clique em “Recarregar” para que as informações sobre os programas sejam atualizadas.

Feito isso, abra o Terminal e atualize a lista de fontes com o seguinte comando:

sudo apt-get update

Ao final da atualização, instale o Java JRE e também o plugin para navegador:

sudo apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin sun-java6-fonts

Codecs

Outra coisa que não pode faltar em um computador é um pacote de codecs. No Windows havia várias opções, mas no Ubuntu você pode ter os principais codecs por meio da execução de um comando no Terminal:

sudo apt-get install ubuntu-restricted-extras

Logo mais abaixo você conhece alguns reprodutores de áudio e vídeo e, na a grande maioria, instala os codecs necessários junto consigo.

Reprodução de vídeo

Nativamente o Ubuntu conta com boas opções para a reprodução de áudio e vídeo. Porém, existem aplicativos com amplo suporte para vários formatos, legendas e tudo mais. Um bom player de vídeo é o MPlayer, que pode ser instalado via Synaptic ou terminal:

sudo apt-get install mplayer

Outra opção é o SMPlayer, aplicativo baseado no MPlayer, porém, com alguns recursos a mais e interface diferenciada. Instale-o via Central de programas do Ubuntu ou, no Terminal, digite:

sudo apt-get install smplayer

Reprodução de áudio

Nativamente o Ubuntu já conta com o Rhythmbox, capaz de reproduzir arquivos de áudio e CDs. Se você desejar algo mais com cara de iTunes, pode tentar o excelente Amarok (clique para baixar).

Outra bela opção, mais indicado para quem usava o Winamp, é o Qmmp. Instale-o pelo Terminal com o comando:

sudo apt-get install qmmp

TuxMSN

Não dá para falar em computador sem pensar em mensageiros instantâneos e MSN. O Ubuntu possui versões de grande qualidade com suporte para a rede do mensageiro da Microsoft.

Se você procura um aplicativo capaz de trabalhar com várias redes, não só a do MSN, experimente o Pidgin.

Se você quer alguma coisa mais semelhante ao Windows Live Messenger, as melhores opções são o aMsn ou o Emesene. Instale-os via Terminal:

sudo apt-get install amsn

ou

sudo apt-get install emesene

Compactadores

Arquivos RAR, ZIP e 7Z já fazem parte da vida de quase todos que baixam ou enviam arquivos via internet.

O Ubuntu dispensa a utilização de um compactador/descompactador externo, basta que você execute o comando abaixo no Terminal para que ele se torne apto a comprimir e a descomprimir arquivos em vários formatos.

sudo aptitude install rar unrar p7zip

Torrent

Para compartilhar torrents no Ubuntu você conta com o Transmission, programa que já vem instalado juntamente com o SO.  Ele é uma opção simples, com interface compacta, porém muito eficiente.

Uma alternativa, mais indicada para quem estava acostumado com o uTorrent no Windows, é o Deluge. O programa contém, pelo menos visualmente, as mesmas características do uTorrent. Instale-o via Terminal:

sudo apt-get install deluge

Programas do Windows no Ubuntu

Sim, isso é possível. Com o Wine, um “simulador” de programas do Windows para Linux, é possível instalar e executar softwares desenvolvidos exclusivamente para o SO da Microsoft.  Lembre-se que nem todos os programas rodam corretamente via Wine. Para instalá-lo, abra o Terminal e execute:

sudo apt-get install wine

Configurações e instalações extras

Para finalizar este pacotão de dicas para quem está começando no Ubuntu, vale a indicação de outros dois programas: o Ailurus e o Ubuntu Tweak. Com eles é possível dar uma “turbinada” no Ubuntu, configurando recursos, adicionando alguns extras e tendo acesso a uma gama variada de programas para instalação por meio de um simples clique do mouse.

É bom ressaltar a todos que as dicas citadas acima são apenas algumas para quem deseja entrar de vez no mundo Ubuntu. Este  sistema operacional é bastante variado, portanto, vale lembrar que sempre existem vários caminhos a seguir. Muitas opções acabaram sendo deixadas de fora, porém, não são menos importantes por isso.

Com certeza o grande destaque do Ubuntu – e da filosofia do software livre –  é a comunidade. envolvida com o projeto. Em uma rápida pesquisa no Google você encontra uma série de dicas para adaptar o sistema ao seu uso, corrigir problemas e tudo mais que for necessário.

É bom lembrar também que a palavra “ubuntu”, de origem sul-africana, significa “humanidade para com os outros”. Com certeza não é à toa que o mote do Ubuntu é “Linux para seres humanos”.